Metodologia v1
Como calculamos
Como a Antológica calcula o preço do m² do alto padrão de Curitiba: fórmula, régua de amostra mínima, fontes, datas de corte, o viés declarado do acervo e o que ainda não medimos.
O preço do m² na planta
Para cada tipologia com preço de tabela aberto, dividimos o preço a partir de pela área privativa. O indicador do bairro é a mediana desses valores, não a média: mediana resiste a uma cobertura fora de escala puxando o número da rua inteira.
Entram apenas tipologias com área acima de 20 m² e preço acima de 100.000 reais, e o cálculo descarta valores acima de cem mil reais por m². Não é rigor estatístico: é guarda contra erro de digitação, que num campo de preço vira ordem de grandeza.
Unidade "sob consulta" não entra na conta. Ela não tem preço público — supor um seria inventar o dado que a página promete apurar.
A régua de amostra
Bairro com menos de 3tipologias de preço aberto não recebe mediana: sai como "amostra insuficiente". Agregados de período — reajuste e velocidade — exigem pelo menos 3 empreendimentos observados nas duas pontas do período.
A régua é a mesma para todo mundo e não é afrouxada para preencher uma célula vazia. Célula sem amostra não vira número, e não vira página.
O período observado
A série diária de preços começou em 13/07/2026. Toda leitura de período — reajuste de tabela, velocidade de vendas — é calculada entre duas fotos dessa série, e a página declara quais.
Enquanto a série não completar doze meses, nada aqui afirma valorização anual. É a restrição mais chata desta metodologia e a que mais protege quem lê.
Reajuste de tabela, sempre agregado
Publicamos o percentual de lançamentos com reajuste no período e a mediana do reajuste, por bairro. Nunca o reajuste de um empreendimento nomeado.
Só conta como reajuste a tipologia presente nas duas fotos com preço aberto nas duas. Tipologia que some da série não é reajuste — pode ter esgotado ou saído do ar, e o dado não sabe qual.
Velocidade: o que a palavra significa aqui
É a proporção de tipologias que estavam disponíveis no início do período e apareceram esgotadas no fim, sobre o estoque observado.
É velocidade observada no acervo, não absorção de mercado. Um relatório de absorção mede a cidade; isto mede o que a Antológica acompanha.
Ecoville é região, não bairro
"Ecoville" não existe no cadastro municipal: é uma designação de mercado que atravessa vários bairros. No acervo, a mesma região chegou a estar repartida em cinco entradas de cadastro — e repartida ela enganava, porque um pedaço com dois empreendimentos exibia o m² mais alto de toda a tabela.
Em 01/08/2026 essas entradas foram unificadas na origem: Ecoville, Mossunguê, Campo Comprido (Ecoville), Cidade Industrial (Ecoville), Ecoville (Mossunguê/Campo Comprido) passaram a ser um único bairro no acervo. Com isso, esta seção e o hub público de preços leem o mesmo número — não há mais dois recortes convivendo.
A regra de compilação continua no código, como rede de segurança: se um cadastro fragmentado reaparecer, a região volta a ser lida junta em vez de virar uma linha frágil na tabela. A régua não muda por isso — a mediana sai das mesmas amostras de m², com os mesmos guards, e o mínimo de tipologias é o mesmo.
O viés, declarado
O acervo é uma curadoria de alto padrão, não um censo. Os números descrevem o recorte que a Antológica acompanha — hoje, 142 empreendimentos publicados e 640 tipologias com preço aberto.
Há um viés estrutural nisso, e é honesto nomeá-lo: se a curadoria encolher ou uma incorporadora sair, os números se mexem por razão comercial, não por movimento de mercado. É por isso que toda página declara o tamanho da amostra junto do número.
O que não medimos
Locação e rentabilidade (yield). Não temos fonte própria de aluguel, e sem ela qualquer número de rentabilidade seria estimativa apresentada como apuração.
Revenda e mercado pronto. O acervo é de lançamento. Para o pronto, citamos o FipeZAP (residencial, venda) como referência externa, com a data do informe (junho/2026) sempre à vista.
Perfil de comprador. Não há fonte, própria ou externa, que sustente afirmação nossa sobre isso.
Versão e correções
Esta é a metodologia v1. Todo indicador de período é gravado com a versão que o produziu: mudar de metodologia cria uma leitura nova em vez de reescrever silenciosamente um número já citado.
Encontrou um erro? Fale com a gente. Correção de dado publicado é registrada, não apagada.
Perguntas frequentes
- De onde vêm os números?
- Do acervo da própria Antológica: empreendimentos publicados no site, com preço de tabela aberto por tipologia. Não é uma amostra de mercado comprada de terceiro — é o que a curadoria acompanha diretamente, com a data de apuração declarada em cada página.
- Por que alguns bairros aparecem sem número?
- Porque a amostra não sustenta. Bairro com menos de 3 tipologias de preço aberto sai como "amostra insuficiente" em vez de receber uma mediana frágil. Um número calculado sobre duas unidades diria mais sobre essas duas unidades do que sobre o bairro.
- Esses preços são de imóvel pronto ou na planta?
- Na planta — lançamentos e obras em andamento. É um mercado diferente do de revenda, e os dois não se somam. Para o mercado pronto, a referência pública citada é o FipeZAP (residencial, venda), sempre com a data do informe.
- Vocês publicam valorização em 12 meses?
- Ainda não. A série diária de preços da Antológica começou em 13/07/2026. Enquanto ela não completar doze meses, falar em "valorização anual" seria extrapolar — então falamos do período efetivamente observado, com a data de início declarada.
- O acervo da Antológica representa o mercado inteiro?
- Não, e isso está declarado de propósito. O acervo é uma curadoria de alto padrão, não um censo da cidade. Os números descrevem o recorte que a Antológica acompanha — que é justamente o recorte de interesse de quem investe em lançamento de alto padrão, mas não é o mercado todo.
- Vocês divulgam o reajuste de um empreendimento específico?
- Não. Reajuste de tabela é publicado apenas de forma agregada — percentual de lançamentos com reajuste no período e mediana do reajuste, por bairro. Empreendimento nomeado, nunca.
Assinam por estes números Fernando Moreno e Pedro Carvalho — quem somos.
